Quando você era criança quais eram os medos dos seus pais? Dos avós? Dos padrinhos? Os medos, dores e modelos mentais daquelas pessoas mais próximas do seu convívio diário quando você estava em formação podem ter sido copiados por você, aprendidos pelo exemplo e observação. As crenças deles podem ter se tornado as suas crenças inconscientemente. Saber quais eram os medos/dores deles pode ajudar você a descobrir a parte escondida em você que pode ser liberada para destravar a sua vida em diversas áreas.

A sua família tinha medo da escassez? De ficar sem dinheiro ou do desemprego? Como eles falavam das pessoas ricas? Como se sentiam perto de alguém com mais dinheiro do que eles? Eles tinham medo de ficar sozinhos/separar? Eles tinham medo dos chefes? De serem demitidos? De falar a verdade ... De arriscar? Eles tinham medo de tentar e falhar? De morrer? De hospital?


Ressaltando que o mais importante é a sua interpretação, a ideia que você fez do que eles sentiram ou de como se comportaram, quem era "bom ou mau", "forte ou fraco" na sua percepção. Mas você pode desenhar conexões ao buscar essas histórias mesmo que no momento não se lembre delas.

Vale buscar se essas coisas aconteceram na sua família e como elas eram vistas. Como alguém que faliu ou perdeu o emprego, alguém da família morreu ou precisou ir para o hospital... Alguém da família tinha mais dinheiro e era visto de determinada maneira pelo os outros ...

Você pode ter copiado as sensações dos seus pais em relação a esses eventos e essas pessoas. Então supomos que seu pai se sentia muito desconfortável perto do irmão que tinha mais dinheiro, ou mais estudo, surge aí uma dor. Na infância a individualidade não é tão definida e você bebê/criança sente a dor como sendo sua. Não precisaria aqui seus pais falarem na sua frente sobre isso, embora isso também afetaria, mas você sente/observa o desconforto dos seus pais e toma percepções como verdades absolutas que ficam armazenadas no subconsciente.


Quando você cresce quer ter mais dinheiro, quer ter mais estudo e acredita que isso seria bom. Mas esse acreditar está na superfície, no consciente, não é a verdade interior. A crença raiz que está no fundo do seu subconsciente determinando o que é bom ou não atrair na sua vida foi baseada nas suas primeiras observações da vida, geralmente na dinâmica da sua família.

Lá nesse lugar abstrato o dinheiro pode ser equivalente à desconforto ou dor e/ou estar interligado à  uma decisão de; "Quem tem dinheiro causa dor e desconforto nas outras pessoas e eu nunca quero ser assim". Ou "Eu não posso/quero ter mais dinheiro que meus pais porque causaria dor neles". Caso a criança observou que na presença de pessoas com mais dinheiro um ou ambos de seus pais se sentiam desconfortáveis, talvez humilhados.

As coisas se atrelam de formas diferentes dependendo da sua percepção. E você imita o mesmo modelo de dor por amor. Agora através da sua percepção, papai e mamãe podiam até dizer que adoravam aquela pessoa rica, mas você percebia algum desconforto e resumia à isso. Você sendo criança  não tinha um raciocínio abstrato pra considerar outros significados e possibilidades, e ver que apesar do desconforto os seus pais se divertiam com aquela pessoa, admiravam aquela pessoa ou simplesmente não queriam pagar o preço que aquela pessoa pagava por aquela condição financeira, que pode ser na percepção dos seus pais milhares de coisas, mas talvez  ter  ou não filhos ou passar mais tempo com os filhos, no caso você, poderia ser um exemplo desse preço. Todo esses aspectos podem passar despercebidos.


Agora outra questão que você pode analisar é que quando você resume alguém ou algo julgando como errado/mau, você pode estar excluindo esses modelos  inteiros, ou seja as habilidades por trás dos "erros". 

Seguindo nosso exemplo, a habilidade de ganhar dinheiro, de escolher o que quer independente do julgamento da sociedade, exemplificando melhor, a sociedade acredita que a mãe deve dar mais atenção aos filhos do que a carreira, ou desistir da carreira quando se torna mãe, pelo menos por um determinado tempo. Supomos que a personagem do nosso exemplo seja uma mulher rica focada na carreira que não fez nada disso, de repente não teve filhos, ou teve mas  não parou de trabalhar nem diminuiu o ritmo, ao invés disso deixa os filhos com babá ou talvez sozinhos... olha quantos milhares de julgamentos podemos formar sobre uma pessoa. Não quer dizer que você precisaria fazer igual aquela pessoa para ter aquela condição financeira, mas seu inconsciente não funciona assim. Se você julgou sem reconhecer as habilidades resumiu tudo que aquela pessoa  tem ali como "mau"  o inconsciente pega esse tudo (toda as energias compatíveis com aquilo)  e coloca na sua classificação de "mau" e indesejado.

  Aquela habilidade por trás daquele julgamento que colocamos em cima daquela pessoa como a de escolher o que quer independente do que a sociedade impõe ou do que vão dizer/pensar. Ou de equilibrar carreira, riqueza e família pode ser o que te falta hoje pra conseguir ter uma experiência financeira melhor. 

Existem milhares de possibilidades. 

Podemos copiar, excluir ou fazer o extremo oposto. Se  julgou algo errado/mau pode crescer decidido a fazer tudo ao contrário. O que você pode não saber é agora você não consegue o quer porque junto com o julgamento excluiu as habilidades que eles expressavam naquele momento, que são as necessárias para experimentar o que você quer, ou são as qualidades ou comportamento que você gostaria de ver e receber de alguém que ama. E elas não podem te dar porque inconscientemente e energeticamente você pede o oposto

Com a sua interpretação infantil, o inconsciente fez uma seleção, uma programação que permanece  ativa até hoje e afasta essas pessoas, coisas e comportamentos que hoje, na sua mente consciente  a sua boca diz que quer tanto. Isso é muito fácil de acontecer porque a tendência é que você olhou apenas um lado da situação e olhou com dor. Então seu sistema que quer preservar e proteger não vai manifestar aquilo que recebeu primordialmente como uma informação de NÃO QUERO/SOU CONTRA.

Então olhar para trás é muito importante quando você quer se desconstruir. A Ferramenta que você vai usar para reprogramar quando você encontrar qual é o modelo que você construiu ou imitou é da sua escolha. Hoje temos várias ferramentas energéticas, tem hoponopono, registros akashicos, reiki, access consciousness, meditação, auto hipnose.

Olha para os julgamentos que fez, e chama a sua criança interior que teve essas percepções pra uma conversa e começa a ensinar ela a não julgar, a não acreditar em verdades absolutas, a desenhar com ela outros pontos de vista. Ensina ela a ver as habilidades por trás daquela pessoa, naquele evento. Faz isso com amor, com acolhimento sem julgar/culpar porque ela guardou o que entendeu, seu subconsciente atrai/manifesta o que entende que é o melhor e mais seguro pra você. É você, subconsciente é só um sistema a seu serviço, sempre ao seu dispor.


G' @interconexão

__