A imaginação ativa é um processo na psicologia junguiana usado para preencher a lacuna entre as mentes consciente e inconsciente. Consiste em uma interação com os conteúdos do inconsciente através de sua personificação.  Diferencia-se de uma interpretação dos conteúdos do inconsciente na medida em que não envolve uma explanação de suas figuras, mas de um relacionamento com elas. 

"A imaginação ativa requer um estado de devaneio, a meio caminho entre o sono e a vigília."Carl Gustav Jung

Dessa forma não compreenderíamos o inconsciente a partir de um ponto de vista intelectual, mas a partir do sentimento, de um embate, de um confronto com os problemas que se nos deparam a partir de dentro.

Jung argumentou que a imaginação ativa pode ser alcançada naturalmente durante estados intensos de relaxamento, como ouvir uma história ou cair no sono. Ele faz isso concentrando a mente consciente nas expressões da mente inconsciente através dos  sonhos.

“The Transcendent Function” (1958) é o primeiro artigo de Jung sobre o método que mais tarde veio a chamar de imaginação ativa. Tem duas partes ou fases: deixar o inconsciente surgir  e  chegar a um acordo com o inconscienteEle descreve seus pontos de partida (principalmente humores, imagens, sensações corporais); e algumas de suas muitas formas expressivas (pintura, escultura, desenho, escrita, dança, tecelagem, representação dramática, visões internas, diálogos internos).

A parte inconsciente de nossas mentes é um campo muito maior de consciência que lida com todos os outros processos e sensações de fundo, como manter nossos corações batendo e armazenar nossas memórias. Essas coisas são inconscientes porque seriam uma distração para que nossos egos se concentrassem no momento presente.

A psicologia junguiana dá grande ênfase à interpretação dos sonhos e aos conteúdos da mente inconsciente. Durante o processo de imaginação ativa, os analistas junguianos encorajam os clientes a traduzir o conteúdo dos sonhos sem adicionar nenhuma análise da mente consciente.

A imaginação ativa  estimula a mente consciente e inconsciente a se comunicar, fazendo com que nossa atenção consciente explore a mente inconsciente. É considerada uma importante técnica de auxílio no processo de individuação e você pode aprender a praticá-la sozinho , explorando as expressões mais óbvias de sua mente inconsciente - seus sonhos.  

O processo funciona abrindo-se para o inconsciente e dando rédea solta à fantasia, enquanto ao mesmo tempo mantém um ponto de vista ativo, atento e consciente. O processo leva a uma síntese que contém ambas as perspectivas, mas de uma forma nova e surpreendente.

Você também pode usar o mau humor como ponto de partida e, em seguida, tentar descobrir que tipo de imagem-fantasia ele produzirá ou que imagem expressa esse humor. Você então fixa essa imagem na mente, concentrando sua atenção. Normalmente ele se alterará, pois o simples fato de contemplá-lo o anima. As alterações devem ser cuidadosamente anotadas o tempo todo, pois refletem os processos psíquicos no fundo inconsciente, que aparecem na forma de imagens constituídas de material de memória consciente. Desta forma, consciente e inconsciente estão unidos, assim como uma cachoeira se conecta acima e abaixo. - Carl Gustav Jung


Como fazer imaginação ativa passo a passo 

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