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Deusa Ísis, a Grande Mãe Arquetípica, Deusa do Amor e da Magia



Deusa Ísis é uma Deusa da Mitologia Egípcia, embora acredita-se que seu culto tenha se originado na África, e posteriormente ganhado o Egito se espalhando  pelo mundo greco-romano, e ganhando o  mundo todo mais tarde. Representada com grandes asas em suas pinturas, Ísis representa a magia, o poder do amor e da proteção, é também a deusa da fertilidade e da maternidade.

Ísis era uma divindade importante em rituais relacionados aos mortos; à cura e ressurreição. Em todos os ritos de morte ela era colocada aos pés do sarcófago e sua irmã, a Deusa Néftis, na parte superior.

 Ísis teve muitos nomes, os hieróglifos para seu nome são comumente transcritos como jst e os egiptólogos pronunciam-no como Sait, Ist, Iset, Aset ou Ueset. Seu nome em egípcio significa ‘deusa do trono’. 

Segundo a mitologia, Ísis foi a primeira filha de Geb, deus da Terra, e a deusa do céu Nut, tendo vindo  da estrela Sírius para cuidar das pessoas e educá-las. se casou com seu irmão, Osíris que veio da constelação de Orion., e concebeu Hórus.

  • Atribuições: Criação, Magia, Amor, Cura
  • Símbolos: Asas abertas, Ganso selvagem, Ankh, Trono, disco solar, Sicômoro
  • Dia de culto: segunda-feira;
  • Animal sagrado: A vaca,  cobra, escorpião, gaviões, andorinhas, pombas e abutres.

MITOS DE ÍSIS

 Ísis enganou Rá  para dizer a ela seu "nome secreto"

No tempo em que Rá governou egito com punhos de ferro, Ísis  criou uma cobra para pica-lo para qual o veneno só ela tinha a cura. 

Rá adoece e em seu leito de morte Ísis diz a ele que pode cura-lo para isso só precisa saber seu nome verdadeiro. Saber o nome secreto de uma divindade permitia que alguém tivesse o poder da divindade. 

Ao dizer o nome secreto de Rá no ritual de cura ela restaura a saúde de Rá ao mesmo tempo que adquiri para si seu conhecimento e poder.


O MITO de Ísis, Osíris e Hórus


 A história afirma que  Seth (o Deus do caos)  tinha ciúmes da posição de Osíris como Faraó, e  para  usurpar seu lugar secretamente mandou construir um sarcófago de madeira  nas medidas do irmão, oferecendo em seguida  um banquete onde o sarcófago fora exposto como um desafio, de modo que qualquer um que poderia entrar. Então, algumas pessoas tentaram se encaixar, mas sem sucesso, até que Osíris resolveu tentar,  assim que se deitou, a tampa se fechou. Em seguida, o caixão foi selado com chumbo e jogado no rio Nilo.

A mitologia dispõem de versões diferentes quanto ao que aconteceu depois, algumas dizem que Ísis desesperada saiu em busca do corpo de Osíris tendo o encontrado no palácio da rainha  Astarte na Fenícia, e o levou de volta para o Egito para ser sepultado. Outra versão diz que  caixão havia flutuado pelo rio Nilo até a costa de Vilos (atual Líbano) e foi enterrado no tronco de uma árvore de cedro. 

Embora algumas versões sejam diferente quanto ao que aconteceu depois de ser jogado no Nilo, todas concordam que ele fora encontrado e  desmembrado em 14 partes, pelo irmão Seth mais tarde.

Mais uma vez, Ísis saiu em busca do amado  reunindo quase todas as partes, faltando apenas o pênis de Osíris. Ísis fez um falo dourado para  substituir o pênis de seu amante e com sua mágica cantou uma canção em torno de Osíris até que ele voltasse à vida e depois gerassem juntos um filho. Por causa disso, ele se tornou o Deus do Julgamento e da Vida após a morte e Ísis ficou conhecida  como a protetora dos mortos e da passagem da alma para o além. .

ENSINAMENTO 

Esse mito transmite a determinação da deusa  em encontrar o corpo de seu amado. Depois de perdê-lo novamente,  reuniu as partes dele que foram espalhadas para dificultar a sua jornada, e mesmo não encontrando todas  Ísis confiou em seus poderes para fabricar um pênis artificial, do qual ainda conseguiu engravidar! Ela sofreu mas não deixou que a dor a impedisse de agir, ela perdeu no caminho, e mais dificuldades foram impostas, mas ela continuou!

TRADIÇÃO E CULTO

Os antigos egípcios acreditavam que as cheias anuais do rio Nilo ocorriam por causa das  lágrimas de tristeza de Ísis pela morte de seu marido, Osíris. Esse evento, da morte de Osíris e seu renascimento, era revivido anualmente em rituais, no Egito preserva-se uma festa denominada a Noite da Lágrima. Ela ocorre em junho, e é conhecida como Festival Junino de Lelat-al-Nuktah.

Nesta tradição, mantida pelo povo árabe, revive-se o enlace de Geb e Nut, ou seja, da Terra e do Firmamento, e o surgimento de sua descendência, que inclui Ísis e Osíris, além de seus irmãos, que  totalizam nove deuses.

Juntos, Ísis e Osíris simbolizavam a realeza do Egito. Ela representava o trono no qual despontava o poder real do marido. O poder mágico atribuído à Ísis era maior que o dos outros deuses.

A ela era dada a governança dos céus, o mundo natural e o destino dos seres humanos.  Muitos faraós a seguiam como uma grande guia. Ísis não é somente um arquétipo egípcio. Ela é uma divindade que rege o feminino  sagrado. Ela tinha tantas áreas de influência diferentes que ganhou o título de Senhora dos Dez Mil Nomes.

Em um período  anterior da história egípcia, Ísis absorveu os atributos de todas as grandes deusas primitivas e de todas as deusas locais, como Nekhebet, Uatchet, Net, Bast, Hathor, etc, e foi até mesmo identificada como a contraparte feminina do abismo primitivo da água do qual brotou toda a vida. É impossível limitar os atributos de Ísis, que possui os poderes de uma deusa da água, uma deusa da terra, uma deusa do milho, uma deusa das estrelas, uma rainha do submundo e uma mulher, e que ela uniu em si um ou mais dos atributos de todas as deusas do Egito conhecidas por nós.

No Livro dos Mortos, Ísis foi descrita como Aquela que dá à luz o céu e a terra, conhece o órfão, conhece a viúva, busca justiça para os pobres e abrigo para os fracos.

RETRATAÇÃO

Ísis era freqüentemente mostrada como uma figura materna com seu filho, o filho Hórus. Essa poderosa iconografia teve grande influência na arte cristã posterior, retratando a Madona e o menino Jesus.

Alternativamente, ela é mostrada com um disco solar, chifres de vaca em um cocar de abutre.  Chifres, que na mitologia simbolizam a luz reflexiva da Lua e da Ressurreição. 

Em seu papel funerário, ela frequentemente recebia asas e carregava o Ankh que simboliza a imortalidade.

ARQUÉTIPOS DE  ÍSIS

  • O arquétipo da Grande Mãe de Ísis é um dos mais reverenciados. Ela representa abundância, magia, criação e  renascimento. A grande Mãe é uma doadora de vida e fonte de nutrição, devoção, paciência e amor incondicional. Em seu aspecto sombrio, a Mãe pode ser devoradora, abusiva e abandona. A sombra da Mãe também pode fazer seus filhos se sentirem culpados por se tornarem independentes e por deixá-la. 

  • A bruxa u

    sa o conhecimento das leis universais da natureza, a mente consciente e os poderes esotéricos para manifestar seus desejos. Em seu aspecto  sombrio usa seus dons para aumentar seu próprio poder. Isis é culpada disso quando ela usa magia para envenenar Rá e o engana para dar a ela todo o seu poder e conhecimento.
  • Determinação e Amor; através de seu mito, Ísis também representa a determinação e o amor.

O mito de Ísis representa nossos atributos femininos - intuição, habilidades psíquicas, amor, compaixão, energias yin, nutridora da mãe, a alta sacerdotisa, a deusa metafórica em todos os mitos da criação. Ela é a essência da energia feminina que faz parte de todos nós. 

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