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O Medo da Doença




Esse medo tem suas raízes na hereditariedade, tanto física, como mental. Está intimamente associado. Em sua origem, as causas do medo da velhice e da morte, porque conduz as fronteiras de “mundos terríveis”, dos quais o homem nada sabe, mas dos quais ouviu histórias desconcertantes. Existe também a opinião, algo generalizada, de que certas pessoas sem ética fazem negócios “vendendo saúde”, mantendo vivo o medo da doença. De modo geral, o homem teme a saúde deficiente por causa dos terríveis quadros plantados em sua mente, do que pode acontecer se a morte o alcançar. Teme-a também pela taxa econômica que representaria. Um médico de renome calculou que 75% das pessoas que consultam médicos sofrem de hipocondria (doença imaginária). Já se demonstrou, de maneira convincente, que o medo da doença, mesmo não havendo a menor causa para o medo, muitas vezes produz os sintomas físicos da moléstia temida. 

Poderosa e grande é a mente humana! Pode construir e pode destruir. Explorando a fraqueza comum do medo a doença, vendedores de remédios patenteados amontoaram fortunas. Essa forma de engano da crédula humanidade prevaleceu a tal ponto há algumas décadas, que uma revista popular fez amarga campanha contra os piores ofensores no negócio dos remédios patenteados

Por uma série de experiências feitas há alguns anos, foi provado que se pode tornar as pessoas doentes, por sugestões. Fizemos a experiência pedindo a três conhecidos que visitassem as “vítimas”, perguntando: “O que é que tem? Você parece estar muito doente.” o primeiro geralmente provocava um sorriso e um casual: “Nada, estou muito bem”. Ao segundo a vítima geralmente afirmava: “Não sei exatamente. mas sinto-me mal”. O terceiro já recebia a admissão franca de que a vítima estava realmente se sentindo doente. 

Médicos costumam mandar pacientes para climas novos, porque se faz necessária uma mudança de “atitude mental”. A semente do medo da doença vive em todas as mentes humanas. Preocupação, medo, desânimo, decepção no amor e nos negócios faz com que a semente germine e cresça. Decepções em negócios e no amor encabeçam a lista das causas da saúde deficiente. 

Sete Sintomas que Demonstram Medo da Doença 

1. Autossugestão: Hábito do uso negativo da autossugestão, procurando e esperando encontrar, sintomas de todas as espécies de doença; “gozar” de doença imaginária e falando dela como se fora real; hábito de tentar todas as “modas” e “ismos”, recomendados por outros, como tendo valor terapêutico; falar com os outros sobre operações, acidentes e outras formas de doenças, experimentar dietas, exercícios físicos, sistemas de perder peso, sem orientação profissional; tentar remédio caseiros, remédios patenteados e remédios de charlatães. 

2. Hipocondria: Hábito de falar em moléstias, concentrando a mente em doenças e esperando-lhes o aparecimento até haver um esgotamento nervoso. Nada que vem em frascos pode curar esse estado. É provocado por pensamentos negativos e somente pensamentos positivos poderão curá-lo. A hipocondria (termo médico para doenças imaginárias) é causadora de tanto dano, ocasionalmente, quanto a própria moléstia poderia causar. Muitos casos “nervosos” provem de doenças imaginárias. 

3. Indolência: o temor de saúde precária frequentemente interfere com os exercícios físicos corretos e produz excesso de peso, fazendo com que se evite a vida ao ar livre. 4. Suscetibilidade: Medo de má saúde quebra a resistência natural do organismo, criando condições favoráveis a qualquer forma de moléstia que se possa contrair. O medo de doenças está comumente relacionado ao medo da pobreza, especialmente no caso do hipocondríaco, que se preocupa sempre com a possibilidade de ter de pagar contas de médico, de hospital, etc. Esse tipo de pessoa perde muito tempo preparando-se para a doença, falando sobre morte, economizando dinheiro para lotes no cemitério e despesas de funeral, etc. 

5. Mimar a si mesmo: Hábito de tentar despertar piedade, usando a doença imaginária como meio (esse truque é muitas vezes empregado para evitar trabalho); hábito de fingir doença, para disfarçar a preguiça, ou como álibi para a falta de ambição.  

6. Intemperança: Hábito do uso de álcool ou narcóticos, para eliminar dores, como a de cabeça, nevralgia, etc., em vez de eliminar-lhes a causa. 

7. Preocupação: Hábito de ler sobre doenças e preocupar-se com a possibilidade de ser por elas atingido, assim como o hábito de ler anúncios de remédios patenteados. 


 


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