Cada um de nós é a expressão incorporada de vários arquétipos - mãe, curandeira, herói, deusa, rebelde entre muitos outros. Alguns são mais ativos do que outros sendo dominantes em nossa forma de viver em fases diferentes da vida, uns mais poderosos do que outros.

Os arquétipos se manifestam em nossa própria psique, informando ou condicionando nossos padrões de pensamento, moldando nossos comportamentos, nossas vidas e a maneira como nos relacionamos com os outros e com o mundo ao nosso redor.

De modo geral, os arquétipos se relacionam a símbolos, personagens ou motivos universais que evocam um significado profundo. Alguns exemplos de arquétipos bem conhecidos incluem o fora da lei (como a dupla homônima de Thelma e Louise ) e o Cuidador (imagine Julie Andrews em Mary Poppins ).

Os arquétipos podem ser considerados recipientes. Esses contêineres contêm figuras, motivos ou temas interconectados que reaparecem em mitos, contos populares, religiões, literatura e artes, abrangendo amplamente as culturas e épocas. As figuras, motivos e temas não são os arquétipos em si; são o conteúdo dos arquétipos.

Por exemplo, considere o arquétipo do Malandro: O Malandro frequentemente aparece nas histórias como um personagem que possui uma sabedoria potente, mas não a compartilha de maneira direta. Em vez disso, o Malandro vai pregar uma peça, fazer uma piada ou até mesmo mudar de forma para revelar a lição mais profunda a ser aprendida, bem como desafiar o protagonista a abandonar o ego e cultivar novas formas de ser.

O Gato de Cheshire em Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll é um exemplo de figura arquetípica do Malandro - o gato confirma que o País das Maravilhas é um lugar de loucura e que Alice precisará confiar em seus instintos e guias animais para sobreviver.

O Malandro nos convida a ser brincalhões e a não levar as coisas muito a sério, bem como abraçar o paradoxo, tolerar a incerteza e ter abertura para novas perspectivas.

Embora os arquétipos estejam em toda parte, não é tão conhecido que possamos trabalhar ativamente com eles para alcançar uma maior autoconsciência e ativar o crescimento psicológico.

De acordo com Hopcke, nos desenvolvemos psicologicamente quando permitimos que o conteúdo dos arquétipos entre em nossa percepção consciente e quando promovemos uma relação entre nossos dois níveis de existência: o cotidiano (pessoal) e o arquetípico (coletivo). Quando descobrimos que nos relacionamos com certos mitos, contos populares e histórias, podemos extrair deles força, discernimento e conforto, pois eles fornecem uma espécie de “mapa” para navegarmos e compreendermos melhor nossas vidas.

Por que a psicologia dos arquétipos é importante?

Como os arquétipos residem no inconsciente eles nos influenciam sem que saibamos. Os arquétipos estão influenciando tudo o que você faz, pensa e sente. E eles estão influenciando todos ao seu redor de maneira semelhante.

Quando você pode observar um arquétipo operando dentro de você, você se diferenciou do arquétipo. Isso é importante porque é menos provável que ele influencie seu comportamento de maneiras deletéria. Você está consciente do seu efeito por isso tem mais autocontrole.

Como os Arquétipos nos afetam?

Os arquétipos funcionam como predisposições na personalidade, direcionando nossas motivações, crenças, valores, emoções, temperamento e comportamento. Os arquétipos também são uma fonte de sabedoria espiritual e autenticidade que, quando ativados, nos dão um sentido de significado em nossas vidas.

Arquétipos são as forças secretas por trás do comportamento humano. Segundo Jung "as formas que os instintos assumem".

Os instintos são como impulsos biológicos. Quando acionamos um instinto, ele ativa um padrão de comportamento, como a execução de um programa de software no computador. Como esses padrões são pré-existentes, os arquétipos são previsíveis. Não importa a imagem do Herói que você tenha em mente, por exemplo, certos padrões de comportamento e traços de personalidade surgem como bravura, coragem, persistência e ação.

Arquétipos desencadeiam emoções

Diferentes arquétipos evocam diferentes emoções. Os amantes são apaixonados. Os reis são magnânimos. Os guerreiros são corajosos. Sádicos são odiosos.

Eles funcionam a priori, sem que a gente perceba estamos vivenciando um arquétipo x e assim agimos de acordo com ele por instinto.

Eles nos influenciam através das histórias modernas ou mitológicas, nos influenciam em uma decisão de compra, seja o arquétipo usado no comercial ou na logomarca. Inevitavelmente você se relaciona com ele.

Além disso o inconsciente vê coisas que passam despercebidas a consciência ativa, imagens por trás das imagens predominantes, sons de fundo mais baixos do que o som percebido, tudo isso é computado abaixo da consciência em alerta. Cores deixam você mais calmo ou mais agitado, uma imagem ou objeto em um ambiente afeta a sua escolha sem que você jamais pense que isso o afetou.

Emmanuel Donchin, Professor de Psicofisiologia Cognitiva da University of South Florida, disse: “Uma enorme porção da atividade cognitiva [ações, emoções, comportamento e decisões] é inconsciente, figurativamente falando, pode ser 99 por cento.”

Embora não gostemos de admitir, como um todo, os seres humanos são em sua maioria inconscientes.

OS ARQUÉTIPOS TAMBÉM PODEM SER COMPARADOS COM OS 'PROJETOS' CONTIDOS NAS SEMENTES. O CRESCIMENTO DE SEMENTES DEPENDE DO SOLO E DAS CONDIÇÕES CLIMÁTICAS, PRESENÇA OU AUSÊNCIA DE ALGUNS NUTRIENTES, CUIDADOS ADOROSOS OU NEGLIGENCIOSOS POR PARTE DOS JARDINEIROS, DO TAMANHO E PROFUNDIDADE DO RECIPIENTE E DA DUREZA DA PRÓPRIA VARIEDADE. ” - JEAN SHINODA BOLEN, MD

Aprendendo a trabalhar com os Arquétipos você pode começar a criar sua vida mais conscientemente, formando quem você é de dentro pra fora com intenção.